"O temor do Senhor é o princípio do conhecimento, mas os loucos desprezam a sabedoria e a instrução."   Provérbios 1.7

PLC 122 - O Castigo Para Quem é Contra o Homossexualismo

Você que é cristão não deixe de participar da enquete na página principal da Agência Senado (segue o link abaixo) votando contra uma lei que castiga àqueles que são contra o homossexualismo.
Link: http://www.senado.gov.br/agencia/default.aspx?mob=0

domingo, 8 de novembro de 2009

Implicações no livro de 2Macabeus

Acompanhando o estilo em que foi escrito o livro de 1Macabeus, nesse, também, constatamos, entre outras coisas, uma série de anacronismos. Começando pela narrativa sobre a morte do rei Antíoco, a referência 1.11-17 fala que ele foi assassinado brutalmente por apedrejamento, sendo, em seguida, esquartejado, enquanto 1Macabeus 6.1-17 diz que o rei morreu de tristeza, por não ter alcançado seu objetivo: a conquista de Elimaida e suas riquezas.

E não só isso. A primeira narrativa sobre a morte do rei Antíoco, conforme registrada no capítulo 9, também é incoerente. O texto versa a respeito do juízo divino, que teria caído sobre esse rei por causa de sua arrogância, proporcionando-lhe dores, fraturas, chagas e a ação de vermes, ocasionando o seu ferimento.

Por essas contradições, compreende-se que a obra (ainda que levando em consideração a citação de personagens históricos verídicos) nada mais é do que uma fábula. Até porque, os próprios editores da Bíblia de Jerusalém reconhecem que o autor associou a morte de Antíoco (Epifanes) à de Antíoco III, baseado na crença popular, visto que ninguém conhecia, ao certo, a forma como Antíoco Epifanes havia perecido.

Na referência 2.13-15, o autor menciona textos dos quais não existem citações paralelas. Trata-se de supostas obras escritas por Neemias e Davi, que estariam guardadas na biblioteca de Neemias. Judas Macabeus teria sido um dos homens que colaboraram com a recuperação de tais livros (v.14).

Dos versículos 19 a 32, pode-se vislumbrar, com facilidade, o quanto essa obre é artificial. A narração, feita na primeira pessoa do plural (nós), é um esforço do escritor em atender às necessidades dos prováveis leitores, o que infere planejamento humano para transcrição de algo, impedindo que se qualifique, nesta parte, como obra divinamente inspirada, quando atentamos para os ditos: “... para que desejam adentrar nos relatos da história [...] tivemos o cuidado de proporcionar satisfação...” (v.24, 25).

Outra prova contra a inspiração e a falta de orientação divina para esse livro é quando o autor declara: “Contudo, pelo reconhecimento que esperamos de muitos, de boa mente nos submetemos à dura tarefa” (v.27). Com isso, se mostra, efetivamente, desprovido de amparo espiritual, bem diferentes do que ocorre com os escritores do Antigo Testamento.

Na referência 10.10, novas frases demonstram que a obra é uma produção meramente humana. Segundo o autor, ele próprio irá narrar os fatos, resumindo-os. Dessa forma, descortinou a verdade a respeito de um texto que estava completamente sob seu domínio. Ou seja, elaborou a obra de acordo com a sua própria vontade, como bem quis.

Na referência 12.38-45, encontra-se o episódio mais questionável de todo o livro: a coleta de ofertas que seriam destinadas a Jerusalém, em prol das almas dos soldados judeus mortos por terem tocado em coisa imunda, proibida pela lei mosaica. A comparação é prática: a narração, em tudo, é semelhante ao texto de Josué 7.1-26. Assim como Acã levou para o acampamento objetos proibidos aos judeus (Dt 7.25-26), cuja consequência foi a derrota dos israelitas, numa batalha já ganha, praticamente, os homens de Judas Macabeus também ocultaram, sob as vestes, objetos consagrados aos ídolos de Jamnia (12.40), o que foi reconhecido, pelos correligionários sobreviventes de Judas, como o verdadeiro motivo da morte dos transgressores.

Roma se valeu desse episódio para tentar fundamentar a suposta eficácia da oração pelos mortos, mas sem levar em consideração o seguinte contrassenso: Acã e seus familiares foram apedrejados e todo o seu pertence queimado. Já os homens de Judas Macabeus, além de um sepultamento digno, foram beneficiados com uma coleta, destinada a Jerusalém, para expiação do pecado, para que os transgressores tivessem direito à ressurreição naquele Dia.

Mas será que o Senhor Deus efetuaria um juízo baseado em dois pesos e duas medidas?

Na referência 13.8, vemos o autor externando seu juízo de justiça (como se o seu juízo pudesse ser equiparado ao juízo divino) ao comentar a respeito da morte de certo homem chamado Menelau da seguinte forma: “... com plena justiça, pois ele havia cometido muitos pecados contra o altar...”.

Na referência 14.37, certo homem, Razias, é denominado “pai dos judeus”, porque, segundo o autor, esse ancião tinha virtudes que sempre eram empregadas em benefício do povo judeu. Todavia, não há como coadunar esse propósito com o pensamento dos fariseus (os mais escrupulosos representantes da norma mosaica), que reconheciam, como “pai” (no contexto terreno), apenas Abraão (Lc 1.73; 3.8). “Pai” era um adjetivo honroso empregado com muito cuidado pelo povo judeu, e sua atribuição, nesse apócrifo, ao desconhecido Razias, se presta tão somente para desabonar a obra em análise.

A honra concedida a Razias, um procedimento particularmente do autor dessa obra, também é narrada no versículo 41, o que compromete ainda mais a suposta nobreza do personagem. Nessa referência, Razias, cercado de todos os lados pelo exército inimigo, segue o modelo de covardia de Saul (1Sm 31.1-6), atirando-se sobre a própria espada, cometendo suicídio. Após tão grave ferimento, o texto descreve sua carreira em direção à muralha, de onde de arremessou sobre o povo. Apesar do ferimento à espada e da queda (de uma altura de cerca de cinco metros), Razias permanece vivo, conseguindo, não se sabe como, deslocar-se, correndo no meio das tropas, até chegar a uma rocha, sobre a qual, postado de pé, provavelmente valendo-se da incisão provocada pela espada em seu abdome, retira as próprias entranhas com as mãos e as lança contra o povo.

O encerramento apoteótico da narrativa realmente parece alcançar níveis cinematográficos, quando não, fabulosos e míticos. Após tantos excessos, torna-se desnecessário discutir a descabida afirmação de que o suicídio de Razias retratava sua nobreza, posto que tal iniciativa era vedada aos judeus (Êx 20.13).

O ápice da fragilidade humana surge na referência 15.38, onde o autor presta contas ao leitor sobre a qualidade da obra. E faz isso nos seguintes termos: “Se o fiz bem, de maneira conveniente a uma composição escrita, era justamente isso que eu queria; se vulgarmente e de modo medíocre, é isso o que me foi possível”. (grifo do blog)

Por todo o exposto, constata-se que, embora alguns aspectos relacionados à historicidade possam merecer crédito, a obra, de modo geral, não goza do caráter qualitativo comum aos livros divinamente inspirados.

Fonte: Bíblia Apologética de Estudo - Instituto Cristão de Pesquisas

domingo, 13 de setembro de 2009

A Missão da Igreja No Mundo

“Missão” vem de uma palavra latina que significa “enviar”. Jesus ordenou aos seus primeiros discípulos, como representantes daqueles que os seguiram - “…Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio.” (João 20.21b; cf. 17.18). Essa missão é ainda válida: a Igreja universal, incluindo cada igreja local e cada cristão, é enviada ao mundo para cumprir uma tarefa específica.

A tarefa dada à Igreja tem duas parte. Primeiro e fundamentalmente, é obra de testemunho perante todo o mundo, fazendo discípulos e plantando igrejas (Mt 24.14; 28.19-20; Mc 13.10; Lc 24.47-48). A Igreja proclama Jesus Cristo por toda parte, como Deus encarnada, Senhor e Salvador, e anuncia o convite de Deus aos pecadores para que entrem na vida, voltando-se para Cristo por meio do arrependimento e da fé (Mt 22.1-10; At 17.30). O ministério de Paulo como plantador de igrejas e evangelista por todo o mundo, tanto quanto possível, é um modelo para se levar adiante essa tarefa primária (Rm 1.14; 15.17-29; 1Co 9.19-23; Cl 1.28-29).

Em segundo lugar, todo os cristãos são chamados para realizar obras de misericórdia e compaixão. Confiando no mandamento de Deus para amar ao próximo, os cristãos devem responder com generosidade e compaixão a todas as formas de necessidades humanas (Mt 25.34-40; Lc 10.25-37; Rm 12.20-21). Jesus curou doentes, alimetou famintos e ensinou a ignorantes (Mt 15.32; 20.34; Mc 1.41; 10.1), e os que são novas criaturas em Cristo devem por em prática a mesma compaixão. Ao agirem assim, darão credibilidade ao evangelho que pregam a respeito de um Salvador cujo amor transforma pecadores naqueles que amam a Deus e ao próximo (Mt 5.16).

Embora Jesus tenha previsto a missão aos gentios (Mt 24.14; Jo 10.16; 12.32), seu ministério terreno foi dirigido às ”ovelhas perdidas de Israel” (Mt 15.24). Paulo, o apóstolo aos gentios, sempre ia primeiro aos judeus, quando pregava (At 13.42-48; 14.1; 17.1-4, 10; 18.4-7, 19). Porque o direito dos judeus em ouvir primeiro o evangelho era determinação divina (At 3.26; 23.46; Rm 1.16), é importante para os cristãos continuarem testemunhado aos judeus. Como Paulo disse, foi de Israel, segundo a carne, que Cristo veio para ser o Salvador do mundo (Rm 9.5).

Bíblia de Estudo de Genebra

Sociedade Bíblica do Brasil

domingo, 6 de setembro de 2009

Vícios de Linguagem – Gerundismo

Ricardo Freire

Aqui vai a última flor do Lácio:

Este artigo foi feito especialmente para que você possa estar recortando e possa estar deixando discretamente sobre a mesa de alguém que não consiga estar falando sem estar espalhando essa praga terrível da comunicação moderna, o gerundismo. Você pode também estar passando por fax, estar mandando pelo correio ou estar enviando pela Internet.

O importante é estar garantindo que a pessoa em questão vá estar recebendo esta mensagem, de modo que ela possa estar lendo e, quem sabe, consiga até meso estar se dando conta da maneira como tudo o que ela costuma estar falando deve estar soando nos ouvidos de quem precisa estar escutando.

Sinta-se livre para estar fazendo tantas cópias quantas você vá estar achando necessárias, de modo a estar atingindo o maior número de pessoas infectadas por esta epidemia de transmissão oral.

Mais do que estar repreendendo ou estar caçoando, o objetivo deste movimento é estar fazendo como que esteja caindo a ficha das pessoas que costumam estar falando desse jeito sem estar percebendo.

Nós temos que estar nos unindo para estar mostrando a nossos interlocutores que, sim, pode estar existindo uma maneira de estar aprendendo a estar parando de estar falando desse jeito. Até porque, caso contrário, todos nós vamos estar sendo obrigados a estar emigrando para algum lugar onde não vão estar nos obrigando a estar ouvindo frases assim o dia inteirinho. Sinceramente: nossa paciência está ficando a ponto de estar estourando.

O próximo “Eu vou estar transferindo a sua ligação” que eu vá estar ouvindo pode estar provocando alguma reação violenta da minha parte, Eu não vou estar me responsabilizando pelos meus atos.

As pessoas precisam estar entendendo a maneira como esse vício maldito conseguiu estar entrando na linguagem do dia-a-dia.

Tudo começou a estar acontecendo quando alguém precisou estar traduzindo manuais de atendimento por telemarketing. Daí a estar pensando que “We’ll be sending it tomorrow” possa estar tendo o mesmo significado que “Nós vamos estar mandando amanhã” acabou por estar sendo só um passo.

Pouco a pouco a coisa deixou de estar acontecendo apenas no âmbito dos atendimentos de telemarketing para estar ganhando os escritórios. Todo mundo passou a estar marcando reuniões, a estar considerando pedidos e a estar retornando ligações. A gravidade da situação só começou a estar se evidenciando quando o diálogo mais coloquial demonstrou estar sendo invadido inapelavelmente pelo gerundismo.

A primeira pessoa que inventou de estar falando “Eu vou tá pensando no seu caso” sem querer acabou por estar escancarando uma porta para essa infelicidade linguística estar se instalando nas ruas e estar entrando em nossas vidas. Você certamente já deve ter estado estando a estar ouvindo coisas como “O que cê vai ta fazendo domingo?” ou “Quando que cê vai ta viajando pra praia?”, ou “Me espera, que eu vou ta te ligando assim que eu chegar em casa”.

Deus, o que a gente por estar fazendo pra que as pessoas tejam entendendo o que esse negócio pode ta provocando no cérebro das novas gerações?

A única solução vai estar sendo submeter o gerundismo à mesma campanha de desmoralização à qual precisaram estar sendo expostos seus coleguinhas contagiados, como o “a nível de”, o “enquanto”, o “pra se ter uma ideia” e outros menos votados.

A nível de linguagem, enquanto pessoa, o que você acha de ta insistindo em ta falando desse jeito?

(Matéria publicada na coluna “Xongas”, de O Estado de São Paulo, em 16.02.01)

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

GOVERNO BRASILEIRO FAZ ACORDO COM A IGREJA CATÓLICA EM DETRIMENTO DE TODOS OS OUTROS CREDOS RELIGIOSOS

A T E N Ç Ã O

Informe publicitário assinado pelo Associação Vitória em Cristo / CIMEB - Conselho de Pastores do Brasil.


(Veiculado nos principais e maiores jornais e revista do País em 25 de agosto de 2009).


O Governo brasileiro enviou à Câmara dos Deputados a mensagem 134/2009 que reconhece o estatuto jurídico da Igreja Católica. Após a mensagem ser apreciada em uma das comissões para a qual foi enviada, seja aprovada ou não, transforma-se em projeto de decreto legislativo, recebendo o nº 1736/2009. No plenário da Câmara, a pedido dos líderes partidários, foi aprovada a caráter de apreciação urgente, urgentíssimo.

Com muito respeito aos senhores deputados, será que não existe matérias mais relevantes a serem discutidas de maneira urgente em benefício de todo o povo brasileiro? Isto é um absurdo! Na verdade, este acordo beneficia a Igreja Católica na evangelização do povo brasileiro nos diversos segmentos da sociedade, incluindo hospitais, escola e forças armadas.

O mais grave é que este acordo contraria o inciso 1º, do artigo 19, da Constituição Brasileira, que diz: "É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I - Estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relação de dependência ou aliança, ressalvadas na forma da lei, a colaboração de interesse público".

A nossa nação não pode firmar aliança com qualquer credo religioso, ferindo o princípio da laicidade, inclusive com a quebra da isonomia nacional! Aproximadamente 70 milhões de brasileiros, que não são católicos, estão sendo discriminados. Temos a convicção de que a maioria do povo católico não concorda com um absurdo dessa grandeza, porque são pessoas democráticas.

Com a aprovação deste acordo ficará a Santa Sé, por meio da CNBB, com plenas condições de fechar acordos com o governo brasileiro, sem que jamais tenham de passar pelo Congresso Nacional. É um verdadeiro "CHEQUE EM BRANCO" para a Igreja Católica. Isto é uma vergonha!

Senhores deputados, não aprovem este acordo. Fiquem certos de que não mediremos esforços para informar a todos os credos religiosos quem são os deputados que votaram a favor deste acordo discriminatório.

Estendemos o eco da voz deste manifesto ao Senado da República, próxima casa legislativa que terá de apreciar o resultado apurado pela Câmara dos Deputados.

Tenham a absoluta certeza de não temos memória curta e que vamos pensar muito bem em quem vamos votar nas próximas eleições para Deputado Federal, Senador e Presidente da República.

EM FAVOR DO ESTADO LAICO, DIGA NÃO AO PDC 1736/2009.

E.A.G.